domingo, 10 de mayo de 2009

Brasil 1625-1636

1625.

Chega á Bahia Francisco Nunes Marinho enviado por Mathias de Albuquerque a tomar o commando do exercito, que não assentava bem em hum Ministro da Religião.--Ao mesmo tempo chega D. Fradique de Toledo d'Eça, Marquez de Valdueza (28 de Março) enviado por Hespanha.--E reunidos os exforços de ambos, sitião a cidade e obrigão o inimigo a capitular. Vandort morreo em hum combate.--Restaurada a Bahia, toma posse do governo geral D. Francisco Rolim de Moura.

1627.

Haynes fôra repellido do Espirito Sancto.--E Patrid, tendo sido mal succedido na conquista d'Africa, volta á Bahia: porém he obrigado a retirar-se; e na volta para a Europa apodera-se dos galeões Hespanhóes que do Mexico ião carregados de riquezas.--Diogo Luiz de Oliveira substitue Rolim de Moura no governo geral do Brasil.

1629.

A Côrte de Madrid, avisada de que os Hollandezes perseverantes na conquista do Brasil levavam suas vistas para a Capitania de Pernambuco, ordena a Mathias de Albuquerque que vá fazer face aos inimigos e repellil-os. Chega elle a Pernambuco com mui diminuta força (19 de Outubro).

1630.

Apparece a esquadra Hollandeza, onde vinha o General inimigo Theodoro Vandemburg.--Occupa este o Recife e Olinda.--Distingue-se João Fernandes Vieira na defeza do forte S. Jorge com só 37 guerreiros contra 4000, até que capitula honrozamente.--Mathias de Albuquerque volta do interior; e depois de fortificar-se, ajudado pelo Indio Camarão, limita-se á defensiva.

1631.

Uma esquadra Hollandeza ao mando de Adrião Patrid chega ao Brasil trazendo soccorros aos de Pernambuco: assim como huma Hespanhóla commandada pelo Almirante D. Antonio Oquendo em auxilio do paiz. As duas esquadras encontrão-se nos mares da Bahia, onde travão formidavel combate. Patrid, obrigado ou a morrer ou a entregar-se, prefere a morte; e envolvido no estandarte da Hollanda lança-se ao mar heroicamente, proferindo estas palavras:--O Oceano he o tumulo digno de hum Almirante Batavo.--Da esquadra Hespanhola he destacado o Conde Bagnolo para Pernambuco; o qual chega ao seu destino e reune-se a Mathias d'Albuquerque.--Julgando os Hollandezes ser muito maior, do que realmente era, o reforço chegado aos Portuguezes, lanção fogo a Olinda, e concentrão-se no Recife (23 de Novembro).

1632.

Tentão os Hollandezes tomar a Parahyba, o Rio Grande do Norte, e outros pontos; não o conseguem.--Porém, felizmente para elles, o pardo Domingos Calabar leva-lhes com sua pessoa a victoria. A ilha de Itamaracá cahe em poder do inimigo.

1633.

Chega a Pernambuco com grandes reforços o General inimigo Lourenço Reimbach, que vem substituir Vandemburg.--Mathias de Albuquerque bate o novo General, que he morto e substituido por Sigismundo de Schopp.

1634.

Sigismundo ajudado pelo infame Calabar, apodera-se da cidade do Natal, e de outras povoações. De sorte que nesta época o inimigo occupava Pernambuco, Parahyba, e Rio Grande do Norte.

1635.

Resolve Mathias de Albuquerque emigrar para o interior de Pernambuco. Ao passar por Porto-Calvo, por hum ardil de Sebastião do Souto, então prisioneiro do inimigo, bate a pequena força que se achava de guarnição, e toma a villa. Porém, depois de arrazar as fortificações e de ter feito executar o traidor Calabar, vendo que no estado em que se achavão as tropas e falto de recursos não podia conservar-se em Pernambuco, emigra para as Alagôas: outros fogem para a Bahia, Rio de Janeiro, e para o interior da propria capitania.--Tendo Mathias sido chamado á Europa, desembarca nas Alagôas (25 de Novembro) D. Luiz di Roxa y Borgia, nomeado General das forças em Pernambuco. Com elle veio tambem o novo Governador Geral Pedro da Silva, que substitue Oliveira, igualmente chamado á Europa.--Borgia parte para Pernambuco, deixando nas Alagoas huma força ás ordens do Conde Bagnolo.

1636.

Morre Borgia em hum combate, e succede-lhe Bagnolo no commando geral das tropas.--Os Hollandezes são muito incommodados pelas correrías do Indio Camarão, e do preto Henrique Dias.--Tem lugar a 2.ª emigração dos habitantes de Pernambuco, conduzida por Camarão: Bagnolo porém conserva-se em Pernambuco.

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Brasil 1582-1599, Brasil 1603-1624

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